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Autor: Rocha, Murilo Ramos.
Título: Papel da anexina A2 na progressão do câncer colorretal / [Role of annexin A2 in the progression of colorectal cancer].
Fonte: Rio de Janeiro; s.n; 2017. xvi, 79 p.
Idioma: pt.
Tese: Apresentada a Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva para obtenção do grau de Doutor.
Resumo: Anexinas são proteínas ligantes de fosfolipídeos dependente de cálcio que exercem funções celulares como organização do citoesqueleto, transporte de íons e sinalização celular. Por estarem relacionadas com a organização de actina e com a proliferação celular;; alterações na sua expressão podem ser implicadas na tumorigênese de diferentes tipos de câncer. A anexina A2 (ANXA2), promove a proliferação, migração e invasão celular quando superexpressa. Em estudo recente, sugeriu-­se a utilização da anexina A2 como biomarcador do desenvolvimento do câncer colorretal (CCR). Contudo, existem poucas evidências sobre como a ANXA2 é regulada e seu papel na modulação de vias de sinalização é pouco conhecido. O objetivo desse estudo foi a elucidação do papel da ANXA2 em eventos relacionados com a progressão do CCR. Análise da expressão de ANXA2 em amostras de pacientes de CCR revelou aumento da expressão no tecido tumoral, corroborados pela análise do banco de dados do TCGA e por nossos resultados de IHC indicando relação da ANXA2 com estadios mais avançados e marcação diferencial na metástase. Foram realizados ensaios in vitro para avaliar os níveis de expressão e fosforilação (resíduo Y23) da proteína anexina A2, em linhagens celulares de adenocarcinoma de cólon (Caco-­2, HT-­29 e HCT-­116), através de imunoblotting. Para a avaliação do papel da ANXA2 na progressão tumoral, submetemos células HT-­29, silenciada ou não para a ANXA2, ao tratamento com TGF-­ß , avaliando o potencial proliferativo, migratório e invasivo destas células. Os resultados mostram que as células Caco-­2 apresentam um nível de fosforilação da ANXA2 menor do que os níveis observados nas células HT-­29 e HCT-­116, as quais apresentaram níveis similares de fosforilação desta proteína. Para avaliação de eventos relacionados com a EMT, foram analisados marcadores epiteliais e mesenquimas por meio de imunoblotting e imunofluorescência. Mediante tratamento com TGF-­ß , a linhagem HT-­29 exibiu alterações morfológicas características com o desenvolvimento da EMT, assim como redução de E-­caderina e aumento na expressão de marcadores mesenquimais como a vimentina. Houve aumento de expressão total de ANXA2, da sua forma fosforilada e relocalização da superfície celular para o citoplasma na linhagem HT-­29. Concomitantemente ao tratamento com TGF-­ß observou-­se a perda dos contatos intercelulares mediada pela internalização da E-­caderina e ANXA2. A análise de microscopia de iluminação estruturada confirmou a colocalização de ambas proteinas intracelularmente, assim como a transfecção de mutantes sítios específicos para a ANXA2 provou a sua interação com E-­caderina. O ensaio de proliferação mostrou que o TGF-­ß e o silenciamento de ANXA2 são anti-­proliferativos. O silenciamento causou redução na migração (Wound Healing), independente do aumento migratório causado pelo TGF-­ß . A indução da EMT por TGF-­ß levou ao aumento na capacidade invasiva destas células, aumento que não ocorreu nas células silenciadas para a ANXA2 ou tratadas com STA21 (inibidor de STAT3). O uso deste inibidor, STA21 e de PP2 (inibidor de Src) impediram a EMT nas células tratadas com TGF-­ß. Concluimos que a ANXA2 atua na manutenção das junções celulares mediadas pela E-­caderina;; do aumento da capacidade invasiva, características do processo de EMT, via Src/ANXA2/STAT3 e também na proliferação e migração celular.
Descritores: Neoplasias Colorretais
Anexina A2
-Progressão da Doença
Responsável: BR440.1 - Biblioteca Geraldo Matos de Sá . Hospital do Câncer I



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